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Blog

Este é o blogue do programa "Diocese a Caminho", serviço da rede de comunicação da Diocese de Jales, apresentado aos Sábados às 8h, na Rádio Assunção de Jales, AM 740 KHs. É um programa de notícias, reflexões e informações da Igreja Católica.

E-MAIL: dioceseacaminho@gmail.com

HOJE É DIA DO MIGRANTE


por Dom Luiz Demétrio Valentini
Bispo de Jales - SP





Este domingo, por anteceder ao dia vinte de junho, é o Dia Nacional do Migrante,  segundo o calendário pastoral da CNBB. Isto significa que a Igreja faz questão de colocar a realidade migratória no contexto do domingo, dia destinado à celebração do mistério cristão. Colocado o domingo como referência, fica fácil ampliá-la para uma semana, como de fato se tornou tradição do Serviço Pastoral dos Migrantes, incumbido pela CNBB para  acompanhar de perto os problemas vividos pelos migrantes em nosso país, nos diversos contextos em que se encontram. Em cada ano, precedendo o dia 20 de junho, se realiza a “Semana do Migrante”.

Quando a celebração é de um dia só, a data se limita a ser uma efeméride vazia, como existe dia para tudo no calendário da ONU!  Mas quando se propõe uma semana, é para encarar a realidade com mais atenção, entender o que ela nos diz, e tomar as providências que ela nos sugere.

Que a realidade migratória é complexa, se comprova pelo fato da própria bíblia ter assumido um paradigma migratório como sujeito representativo da humanidade. Seja individualmente, na pessoa de Abraão. “Meu pai era um arameu errante”, diz o livro do Deuteronômio (26, 05).  Seja coletivamente, na experiência do povo de Israel, que forjou sua identidade nacional na experiência da penosa e longa migração através do deserto, saindo da escravidão do Egito, em busca de sua libertação humana e espiritual.

A realidade migratória acaba expressando a problemática humana, que perdura ao longo da história.

Entre tantas facetas do problema migratório, sempre inquietou uma contradição que perdura e se acentua cada vez mais. No mundo globalizado de hoje, o sistema econômico mundial faz questão de defender, e de exigir, a absoluta liberdade de migração dos capitais, enquanto forja obstáculos cada vez maiores para impedir a migração dos trabalhadores.

Não é nenhuma indiscrição perguntar por que. Pois se temos o dever de dar a razão doe nossas esperanças, como São Pedro nos anima a fazer, temos também o direito de saber as razões de nossas desgraças.

Olhando a grande facilidade que tem hoje o capital, sobretudo o financeiro, de buscar as aplicações que mais lhe garantam dividendos, seja onde for, em qualquer bolsa de valores ou em qualquer banco do mundo, compreendemos que ele se move na busca do lucro maior que ele pode auferir. Assim, a grande migração de capitais especulativos, tem a cândida e evidente razão do lucro, que os move e direciona.

Ao passo que a tenaz, e cada vez mais sofisticada política de coibir os fluxos migratórios humanos, se entende a partir do objetivo de impedir que mais pessoas venham auferir as vantagens do sistema econômico globalizado.

Assim, no topo da globalização, encontramos a mesma tensão das origens do capitalismo: quanto menos se remunera o trabalho, mais dividendos sobram para o capital. Estamos ainda no mesmo mundo.

Com uma diferença a ser advertida com seriedade. Tempos atrás os prejudicados eram os trabalhadores, considerados singularmente. Agora os prejudicados podem ser os países. Pois com a mesma facilidade com que vêm, os capitais podem sair de um determinado país, quando eles não têm mais vantagens de lá permanecer. Este cenário começa a se desenhar quando se verifica uma forte tendência à desnacionalização da indústria, e também da agricultura, e em estágio mais grave quando se acentua o processo de desindustrialização de um determinado país.

É muito conveniente que o Governo comece a fazer as contas, para verificar a quantas anda nossa dependência externa, e em que medida se acentua o processo de desindustrialização do Brasil.

Assim, os migrantes continuam cumprindo sua saga, mas também seu indispensável serviço de alerta sobre os rumos da humanidade. Eles continuam testemunhando que o mundo ainda não entrou nos eixos da fraternidade.

7º MUTIRÃO BRASILEIRO DE COMUNICAÇÃO

Entre os dias 17 e 22 de julho de 2011, a Arquidiocese de São Sebastião e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com o apoio do Regional Leste 1, realizam o 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação. Os mutirões são promovidos, a cada dois anos, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e buscam refletir sobre os meios e processos de comunicação tanto na Igreja, quanto na Sociedade. Nesta edição, as discussões terão como tema motivador “Comunicação e Vida: Diversidade e Mobilidades”.

Mais informações no site: www.muticom.com



Paz e  Bem!!!

CAMPANHA DA FRATERNIDADE EM PAUTA


Um dos assuntos decididos na reunião do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (Consep) foi, justamente, a Campanha da Fraternidade (CF). Foram tomadas providências devidas para a CF-2012 e decidido o tema para a CF-2013. 
Você sabia: a escolha dos temas da Campanha da Fraternidade é feita com antecedência de dois anos.



CONSEP APROVA TEXTO-BASE E CARTAZ DA CF-2012

O Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (Consep) aprovou, nesta quarta-feira, 15, o cartaz da Campanha da Fraternidade 2012, que vai discutir o tema “Fraternidade e a Saúde Pública” sob o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra".



O texto foi estudado, na terça-feira, 14, pelos bispos do Consep, juntamente com os secretários e assessores executivos da CNBB, que apresentaram sugestões ao texto. O coordenador da Pastoral da Saúde, André Luiz de Oliveira, também apresentou aos bispos dados sobre a saúde no país.

Cartaz
Os bispos escolheram também o cartaz de divulgação da Campanha. A peça vencedora é do publicitário Marcelo Jacynto de Godoy, de Campinas (SP). Ele concorreu com mais de 70 cartazes que participaram do concurso promovido pela CNBB.

O texto-base e o cartaz serão lançados no dia 7 de julho, em São Paulo. A publicação será feita pelas Edições CNBB.


JUVENTUDE SERÁ O TEMA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2013

“Fraternidade e Juventude”. Este será o tema da Campanha da Fraternidade de 2013. A escolha foi feita na última quarta feira, 15, pelo Conselho Episcopal Pastoral, que está reunido desde terça feira, 13, na sede da CNBB.

O tema foi proposto pelo Setor Juventude da CNBB, que recolheu cerca de 300 mil assinaturas junto aos jovens do Brasil. O lema será escolhido na próxima reunião. 

Esta será a segunda Campanha da Fraternidade sobre a Juventude. A primeira foi realizada em 1992 com o lema “Juventude, caminho aberto”.

(fonte: CNBB)

Paz e Bem!!!


LANÇAMENTO OFICIAL DO LIVRO DE DOM DEMÉTRIO SOBRE O CONCÍLIO VATICANO II



 Acaba de ser lançado, pelas Edições Paulinas, o livro de D. Demétrio Valentini, Bispo de Jales-SP, sobre o Concílio Vaticano II, com o título: “REVISITAR O CONCÍLIO VATICANO II”.

A obra chega em boa hora, tendo em vista a proximidade da celebração dos 50 anos do Concílio.  A própria CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), em sua última assembléia, propôs uma sequência de celebrações para recordar os quatro anos de sessões conciliares.

De tal modo que o livro vem ao encontro desta iniciativa, recuperando a memória dos tempos de intensa participação eclesial que o Concílio Vaticano II desencadeou.

Concílio Vaticano II

Em dez breves mas densos capítulos, D. Demétrio descreve o anúncio do Concílio pelo Papa João 23, os preparativos para este evento excepcional, os temas abordados, o espírito do Concílio, suas idéias-chave, seus momentos decisivos, sua organização interna, e seus documentos finais, ressaltando o grande envolvimento produzido por esse Concílio. 


O livro está sendo difundido pelas Edições Paulinas, e seu título abre caminho para uma série de obras, numa coleção que levará o título dado por D. Demétrio ao seu livro: “Revisitar o Concílio”.

Na próxima semana, no dia 14 à noite, será realizado o lançamento do livro de Dom Demétrio, na Casa do Poeta, em Jales. Nesse dia haverá uma sessão de autógrafos para o livro que será oferecido com o preço especial de lançamento. 

O livro já foi lançado na assembléia da CNBB, ocasião em que foi recomendado como um dos subsídios para a celebração do jubileu dos 50 anos do Concílio Vaticano II.

Dom Demétrio Valentini
O livro nasceu da experiência pessoal de D. Demétrio, que acompanhou de perto este grande acontecimento, como estudante de teologia em Roma, onde pôde seguir todos os passos do Concílio Vaticano II.  Um raro depoimento, pois dos bispos que participaram do Concílio Vaticano II já não se encontra nenhum que ainda seja bispo titular de uma diocese.  

Dom Demétrio foi convidado para relatar sua experiência na “jornada teológica andina”, que será realizada no mês de outubro deste ano na Colômbia. 

CLERO DA DIOCESE SE REUNE NESTA SEMANA


Na próxima terça e quarta-feira, estarão reunidos na Escola Vocacional em Jales os padres, irmãs e o bispo de nossa diocese, para mais uma reunião do clero.

Nessa reunião, os participantes vão estudar temas de liturgia e aplicações pastorais quanto aos sacramentos.
Será conhecida as Novas Diretrizes da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e o clero irá preparar o esquema para a Assembléia Diocesana, a começar pelo Curso Diocesano no mês de agosto.

Ainda, nessa reunião, serão tratados vários outros assuntos, entre os quais se destacam o Tríduo Missionário Diocesano para o mês de julho e as tarefas para a Romaria diocesana.

FESTA DE PENTECOSTES REANIMA E FORTALECE AS COMUNIDADES



Neste domingo celebramos a Solenidade de Pentecostes. Pentecostes é a festa da passagem do medo ao entusiasmo. Pentecostes é a festa do ORDENAMENTO, pois os discípulos receberam o Espírito Santo que possibilitou a comunicação nas diferentes línguas e realidades. Daí perguntemo-nos: Se o Espírito Santo possibilita as conexões e a unidade: Qual é o espaço que ele tem em minha vida?

O evangelho deste domingo narra o anoitecer de um tenebroso início de semana, de carência de Espírito. Domingo em que os discípulos estavam reunidos, com medo e com as portas fechadas. Temor real, pois as forças contrárias a vida tinham assassinado na Cruz o autor da vida e perseguido seus seguidores. De repente o Cristo Ressuscitado colocou-se no meio deles mostrando as mãos e o lado, os sinais dos pregos e o furo da lança e os saúda: “A PAZ ESTEJA CONVOSCO”. E ordenou: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E disse: “'Recebei' o Espírito Santo e o dom de perdoar os pecados”. Para os discípulos era difícil definir aquela animadora experiência. Somente a força do vendo e do fogo conseguiam definir aquelas cenas animadoras de ver o Cristo que tinha sido mutilado ressurgir glorioso e os animar. O dado concreto desta experiência é que o entusiasmo ocupou o lugar do medo. O ânimo expulsou a frustração e surgiu a Igreja. Conseqüentemente, os apóstolos se espalham pelo mundo anunciando Jesus Cristo, encarnado, morto e ressuscitado que está sentado a direita de Deus Pai. 

As comunidades construídas à volta de Jesus são animadas pelo Espírito. O Espírito é esse sopro de vida que transforma o barro inerte numa imagem de Deus, que transforma o egoísmo em amor partilhado, que transforma o orgulho em serviço simples e humilde… É Ele que nos faz vencer os medos, superar as covardias e fracassos, derrotar o ceticismo e a desilusão, reencontrar a orientação, readquirir a audácia profética, testemunhar o amor, sonhar com um mundo novo. É preciso ter consciência da presença contínua do Espírito em nós e nas nossas comunidades e estar atentos aos seus apelos, às suas indicações, aos seus questionamentos.

Diante dos tempos que vivemos urge celebrar bem a festa de Pentecostes, para ter o entusiasmo necessário. Isso porque o que mais falta no mundo é o ânimo e a unidade do Espírito Santo. Ele é o advogado e o animador, o unificador e santificador prometido por Jesus que fortalece a caminhada dos seus seguidores, neste mundo por dois mil anos de caminhada cristã. Que cada cristão possa acender ou fortalecer no seu coração o ânimo do Espírito Santo que conduz a Igreja.